Os pianistas da Professora Leonor Cardoso

"As audições, espaço privilegiado de “laboratório” - de aferição e consolidação de aprendizagens - não tem porque ser um momento de dificuldade e de provação para os alunos!

Por isso procuro que sejam definidos objetivos concretos em cada uma das audições do ano letivo, diversificados e gradativos em função do momento do percurso letivo.


De modo a ter a participação (e a cumplicidade) dos alunos, na nossa classe a capa é normalmente fruto do um trabalho gráfico espontâneo daqueles que gostam de desenhar – o que permite a sua valorização individual perante o coletivo.


No que diz respeito aos objetivos, é costume na nossa classe agrupar os alunos (e as suas peças) em capítulos onde os títulos – que se pretendem sugestivos – mostram o que é pretendido e as conquistas que estão a ocorrer.


Por exemplo, na Audição de outubro, a primeira do ano, Começamos a ler! deu o mote à apresentação de dois novos alunos (a começarem a sua aprendizagem este ano), de 1º e 2º ano.

No sentido de valorizar as peças de iniciação (singelas por natureza e por necessidade) Músicas que contam histórias relevava a significação e a importância de peças como “O balão do João” ou “O Arlequim”, tocadas por alunos do 3º e 2º ano.


Para agrupar alunos, do 4º ao 6º ano, que estavam a tocar os famosos Minuetos ou Polonaises do Livro de Ana Madalena Bach (todos passam por eles!) e o desejado Boogie nº1, Os mais “velhos” dançame exercitam os dedos para serem bons pianistas!, seguindo-se para os incontornáveis e necessários estudos onde, de acordo com as tonalidades e procurando uma variedade de caráter musical, se entremearam alunos do 5º ao 9º ano.


Para um momento em que se ouvem algumas das belas Invenções de J. S. Bach a par com andamento de sonata, Desenvolvemos a polifonia e a expressividade…


E concluiu-se a audição com uma “miscelânea” de anos (do 7º ao 12º!) cujo desafio ficava patente no título …e tocamos estudos que parecem peças!


Nesta audição pôde ser constatada a entrada em palco dos mesmos alunos em momentos diferentes. O que correspondia ao objetivo maior de aprendizagem e treino de concentração imediata (e eficaz), bem como a sua manutenção ao longo de toda a audição, que também permite um nível superior de solidariedade e companheirismo entre os alunos (pois não se toca “e já está”).


Nesta última audição, de que vos dou conta, o esforço de caraterização de peças contrastantes era a dificuldade a superar. Por isso os alunos assumiram a execução de mais do que uma peça, procurando “mudar de personagem” de uma para a outra. Uma tarefa deveras difícil!


Mais do que uma sequenciação dos alunos por anos ou níveis, estes são agrupados em grupos de afinidade musical ou num encadeamento que ao público – sendo diversificados e simultaneamente um todo coeso (em forma de Recital) – permitam uma fruição prazerosa e, fundamentalmente, de interesse musical e artístico, independente do nível e desenvolvimento de cada um."


Leonor Cardoso

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