Piano Familiar: os avós também vão gostar

Porquê Piano Familiar? E porque vão os Avós gostar? Da observação do processo de aprendizagem de qualquer instrumento, uma questão sobressai logo de início: os novos aprendizes precisam de apoio para estudar em casa, quando não têm o professor por perto. E de onde pode vir esse apoio? Da família! - é a primeira resposta que ocorre. E se a família não tiver tradição musical e ninguém souber tocar ou– é a grande questão dos Pais – nem sequer ler música na pauta?

Destas inquietações foi germinando uma ideia, devagarinho. E se pudéssemos tocar, só? Sem ter que saber ler? E se, para além disso, o fizéssemos em conjunto?

Este foi o ponto de partida para lançar o projeto Piano Familiar.

Através do Piano, da sua exploração (sem complexos), de uma abordagem maioritariamente intuitiva de aprendizagem informal (com recurso a todo um leque de estratégias diversificadas e individualizadas, junto de cada Mãe ou Pai que concordou em embarcar nesta aventura!) num prazo de tempo bastante curto, procurou-se que os Pais aprendessem uma peça, adequada não só para eles próprios como ao desenvolvimento dos seus filhos – já que são alunos desde o 1º ano até ao 11º – e que pudesse proporcionar interesse e gozo musical a ambos.

Assim, “desenterrou-se do baú da memória” os poucos conhecimentos que, em alguns (poucos) casos, foram adquiridos na infância; recuperou-se uma coragem perdida, perante “a Senhora Dona…, professora de Piano (ela era um bocado severa!)”, e foi possível olhar para o Piano e a Música de forma (finalmente) descontraída. Ou, melhor ainda!, pôde-se tocar sem saber uma nota, descobrindo as teclas pretas com bolinha colorida na partitura, tocar pensando no número dos dedos… e descobrindo que de repente – quase sem dar conta – se estava já a tocar de mãos juntas!

Era tocar também em teclas pretas, fazer staccato e legato, acordes, imitações, cruzamentos de mãos, mudanças de posições, cadências… até passagens de polegar e tentativas corajosas para colocar o Pedal… tantas coisas a acontecerem de repente! E de que já tinham ouvido falar em casa, mas não sabiam o que era.

Familiar. Porque o Piano deixou de ser um objeto longínquo e complicado. Porque se desvendaram alguns dos seus “segredos”.

Familiar também porque permite aos Pais um conhecimento maior do que significa estudar piano, o esforço, a concentração, o tempo necessário e a dedicação regular que, tantas vezes, os afazeres quotidianos não permitem. E a vontade, a organização e a disciplina que esta atividade exige.

Familiar também porque o objetivo maior era, quando os Pais estivessem mais seguros, juntar e tocar com os Filhos. Aí surgiu o maior “bónus” de todos!

Tivemos reações adolescentes (“Oh, Mãe, está a fazer os tempos todos mal! Vou já buscar o metrónomo!”) e preocupações por não se conseguir resolver as dificuldades que teimavam em manter-se ou voltar. E dúvidas porque “já não me lembro de nada do que fizemos” e ser necessário refazer o percurso.

Tivemos ainda medos de não ser possível (“Oh professora, não posso só fazer a mão direita?” Mas no fim, quando era “possível” já não era preciso pois com as duas mãos é bem mais interessante!)

Assistimos também a reações de solidariedade, de ternura e de absoluto deslumbramento e orgulho naquilo que as Mães e os Pais estavam a conseguir fazer em tão pouco tempo!

Os Avós também vão gostar de estar no público a torcer e a aplaudir as duas gerações que neles têm origem e sem os quais (tantas vezes a sua ajuda é fundamental) nada disto poderia ter acontecido!

Agora, quase a chegarem ao palco, o maior desafio de todos, resta-me agradecer aos Pais e Filhos esta experiência tão feliz e enriquecedora, onde a boa-disposição e a diversão foram palavras de ordem permanentes – além dos aparentes “milagres”, como lhes chamam os Pais, de estarem a tocar de forma tão empenhada e “profissional”!

Foi uma experiência com a qual, garanto, aprendi imenso! OBRIGADA!

E agradeço também às alunas, Inês e Ana Beatriz, os fabulosos desenhos que tão bem ilustram a essência e a alegria deste momento!

E à Manuela Ferrer o “brainstorming” final, que foi, também, uma outra forma de tocar a 4 mãos!

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